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O que você precisa declarar no Imposto de Renda

Quem está dentro dos parâmetros de obrigatoriedade, como aqueles que obtiveram renda tributável superior a R$28.559,70, precisam declarar o Imposto de Renda. No entanto, no momento de preencher a declaração, é comum que o contribuinte tenha dúvida de quais informações deve prestar à Receita Federal. 

O que declarar no Imposto de Renda

De fato é comum que haja dúvidas, porém, a omissão de informações, mesmo que não proposital, no momento do preenchimento da DIRPF (Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física) pode levar o contribuinte para a malha fina

Pensando nisso, preparamos uma lista com itens que precisam ser declarados, veja: 

Atividades rurais

Pessoas físicas que desenvolvem atividade rural e obtêm receita bruta superior a R$142.798,50 precisam declarar Imposto de Renda. Além disso, se o produtor(a) rural faturar abaixo do valor estipulado, mas se enquadrar em qualquer um dos parâmetros de obrigatoriedade, deve entregar a declaração e preencher o Demonstrativo da Atividade Rural. 

Bitcoins e demais moedas virtuais

Qualquer moeda virtual deve ser declarada como um bem. As regras de tributação acontecem da seguinte maneira: operações abaixo de R$35 mil por mês são isentas, enquanto acima deste valor varia conforme o tamanho do lucro. 

Indenizações

De maneira geral, indenizações judiciais são isentas do Imposto de Renda, porém, alguns valores recebidos não são considerados indenizatórios, como é o caso de salários atrasados e férias não pagas, por isso, devem ser incluídos na DIRPF, inclusive a parte isenta. Por isso, é importante ter sempre em mãos o informe de rendimentos. 

Doações recebidas

Doações recebidas em bens e/ou dinheiro, mesmo que isentas, devem ser declaradas à Receita Federal, pois gera aumento de patrimônio do contribuinte. No entanto, é preciso ficar atento à incidência de impostos estaduais. Em São Paulo, por exemplo, há o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), que possui alíquota progressiva, chegando a 8%.

Receitas de aluguel

Se o imóvel foi alugado por intermédio da imobiliária, é necessário solicitar o informe de rendimentos, pois provavelmente o imposto está sendo retido na fonte. Já no caso dele não ter sido alugado através da imobiliária, o correto é pagar o carnê-leão mês a mês, porque incide imposto de renda sobre recebíveis de aluguel.

Pensão alimentícia

Pensão alimentícia é um rendimento tributável, por isso deve ser declarado. Deste modo, o contribuinte precisa incluir o valor recebido mês a mês na declaração do IR. Além disso, quem recebe mais de R$1.903,98 mensalmente é obrigado a declarar o rendimento no carnê-leão e pagá-lo todo mês. Caso não cumpra com essa regra, será preciso pagar o imposto devido ao entregar a DIRPF. 

Ganho de capital

O ganho de capital é representado pela diferença positiva entre o valor de revenda de um bem e o seu valor de compra. Por contribuir como aumento de patrimônio, deve ser declarado. No entanto, há algumas situações de isenção, são elas: 

  • se a venda for de um bem de valor abaixo de R$35 mil;
  • venda de um único imóvel, de valor até R$440 mil, desde que não tenha ocorrido venda de outro imóvel nos últimos cinco anos;
  • se o valor integral do ganho for utilizado na venda de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias.

Bens financiados

Financiamento de bens, como imóveis e veículos, que não estão quitados no ano-calendário em questão, devem ser declarados no Imposto de Renda, já que constituem como bens e também como despesas oriundas de uma aquisição. 

Ações

Mesmo que não esteja dentro dos parâmetros de obrigatoriedade, quem investe em ações precisa declarar o Imposto de Renda. A Receita Federal exige que o contribuinte informe diversos detalhes sobre as operações, por isso, mantenha sempre organizada as informações referentes às movimentações realizadas e tenha em mãos o informe de rendimentos fornecido pela corretora. 

Leasing

O leasing, também conhecido como arrendamento mercantil ou locação financeira, é um contrato que acontece por meio de um arrendador e arrendatário e envolve despesa e rendimento. Portanto, se o nome do contribuinte consta em um contrato de leasing, é preciso declarar, mesmo que não tenha ocorrido a compra do bem locado. 


Por fim, aqui vai uma dica: no momento de entregar a DIRPF, lembre-se de avaliar qual opção compensa mais, as Deduções Legais ou o Desconto Simplificado, pois elas variam conforme as despesas e os rendimentos do contribuinte.