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Como dentista autônomo deve declarar Imposto de Renda

O dentista que trabalha de maneira autônoma, também conhecido como profissional liberal, e se encaixa nos parâmetros de obrigatoriedade, deve informar os rendimentos na declaração de Imposto de Renda. Além disso, ele pode deduzir diversas despesas relacionadas ao seu trabalho, de modo que o tributo a pagar diminua ou a restituição aumente. 

Como dentistas declaram Imposto de Renda

Há duas maneiras de prestar serviço: para empresas e pessoas físicas. Isso, consequentemente, altera o modo de preenchimento da declaração. Entenda melhor com o nosso passo a passo.

Dentista que presta serviço para empresas

O profissional que presta serviço às empresas fará o preenchimento da declaração de modo parecido aos assalariados. Isso acontece porque a pessoa jurídica que contrata o serviço é responsável por recolher o imposto relativo aos serviços prestados pelo autônomo, o conhecido Imposto Retido na Fonte. 

Com isso, o dentista receberá um informe de rendimentos e, tendo essas informações, deverá selecionar a aba “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”. Em seguida, basta informar o nome e CNPJ da fonte pagadora, o valor total de rendimentos, o IR retido na fonte e o INSS recolhido. 

Por fim, clique em OK e estará feito. 

Preenchimento da DIRPF para dentistas

Dentista que presta serviço para pessoa física

Quando os valores a serem declarados são recebidos por pessoa física, deve ser informado na aba “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Física/Exterior”. Neste espaço, ele deve inserir o CPF do titular de pagamento e, se for o caso, do beneficiário do serviço, além do valor recebido. 

Como não há imposto retido na fonte, o profissional deve fazer o recolhimento mensalmente através do Carnê-Leão. O programa calcula o IR devido e emite uma DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), que pode ser paga em qualquer banco até o último dia útil do mês seguinte ao recebimento. O preenchimento no Carnê-Leão deve ser feito da seguinte maneira: 

Clique na aba “Livro Caixa/Escrituração” e, em seguida, preencha os campos com a data do recebimento, CPF do titular de pagamento e, se for o caso, do beneficiário do serviço, além de incluir o valor recebido. Por fim, clique em “Incluir Novo”. 

Preenchimento da DIRPF

O profissional pode optar por fazer este lançamento diariamente, semanal ou mensalmente,  a depender da demanda e disponibilidade. Ao encerrar o mês, ele deverá imprimir a DARF. Para isso, terá que clicar na aba “Darf”, disponível mais abaixo ao lado esquerdo e, em seguida, selecionar o contribuinte correspondente.

Preenchimento do Carnê Leão

Feito isso, selecione o mês que irá ser pago e escolha a opção mais viável para gerar o boleto. 

Gerar DARF de pagamento para dentistas

No momento de preenchimento da declaração do Imposto de Renda, é possível importar os dados do Carnê-Leão direto para o IRPF, é só clicar em “Importações” e “Carnê-Leão”. 

Importar dados do Carnê-Leão

Imposto atrasado

O profissional que possuir imposto em atraso, deverá baixar o Sicalc, programa que calcula as multas e os juros devidos. Vale lembrar que o não pagamento dos impostos gera multa de 50% do valor devido e juros equivalentes à variação da taxa Selic no período, acrescida de 1% no mês. Além disso, há multa de 0,33% por dia de atraso, limitada a 20% do imposto devido.

Deduções

Ao emitir esses recibos de prestação de serviços, o dentista pode deduzir diversas despesas que são consideradas essenciais para o desenvolvimento do seu trabalho, tais como: 

  • despesas com materiais de escritório;
  • funcionários, mesmo que sem vínculo empregatício;
  • Itens para trabalho, como resina;
  • Aluguel;
  • Contas, como água, telefone, luz e internet;
  • Roupas especiais;
  • Despesas necessárias à atualização do profissional, como congressos, seminários e palestras;
  • Benfeitorias ao imóvel que não forem ressarcidas pelo proprietário.

No entanto, a aquisição de bens, como cadeiras, luzes especiais e balcões, não podem ser deduzidas.

Lembre-se também de manter os comprovantes de despesas e recibos lançados por, pelo menos, cinco anos, pois dentro deste período a Receita Federal pode solicitá-los a qualquer momento. Além disso, informar o número do CPF da pessoa física que pagou pelo serviço é obrigatório. 


Levando em consideração que o dentista possui fontes distintas de rendimentos, o contador Vicente Sevilha fala sobre como organizar os rendimentos para não se perder na declaração anual. Essas e outras dicas você encontra em nosso canal no Youtube.